Estou a caminho de Mogi Mirim para fazer OS MALEFÍCIOS DO TABACO e também dar um oficina de teatro. Acabo de assistir a peça CACHORRO MORTO feita por jovens atores e saio meio decepcionado, porque os caras são jovens e não tem compromisso com nada mas fazem um peça que em tudo é imitação: trilha sonora legal mas imitação de trilha que dá certo, pesquisa legal mas aquela cara de pesquisa "séria", sim sei, autismo etc e tal, mas a linguagem de novela pra contar essa coisa dá um quê de chororô antigo, uma melosidade que fode e não sai de cima, ufa. A minha mulher me pega no pé porque eu não gosto de nada, mas não é assim, tem vezes que eu saio do teatro tomado por uma alegria de cachorro, confesso que não é sempre. Fui também assistir COMUNICAÇÃO A ACADEMIA, com a Juliana Galdino em composição memorável. É a história de um macaco que aprendeu como virar gente, porque se não virasse ia para o zoológico, se virasse iria para o circo de variedades, olha que beleza. Achei que ficou muito no macaco, lembrei que tenho um sobrinho que está passando da fase em que era bebê para a fase em que está virando gente. É um momento do qual vão ficar apenas lembranças, vagas lembranças... A Juliana parece mesmo um macaco em cena falando com a gente, mas eu gostaria que ela virasse mesmo uma atriz do teatro de variedades, me deixaria mais doido comigo mesmo.
Aliás fui ver DOIDO com o Elias Andreatto também. Não está tão doido assim, está muito normal. Gostei mesmo do texto que ele fala ARTAUD: o teatro e a peste, ai aplaudi.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
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