quinta-feira, 11 de junho de 2009

MINISTRO DA EDUCAÇÃO E DIREITO AUTORAL

O ministro da educação estava mesmo admirado de como artistas estão atrás do direito autoral. Discussão que apareceu porque na lei a ser reformulado se fala que o artista teria que ceder após uns três anos o direito autoral da sua obra para que ela fosse comercializada, ou algo assim, sem fins lucrativos diretos (porque há os lucros indiretos).
Ou seja, o ministro dizia (com ironia) que não conseguia aceitar que um projeto patrocinado pelo estado, com renúncia fiscal, passados alguns anos, não pudesse estar disponível para o estado colocá-lo para as escolas públicas, não comercializar, apenas disponibilizar. Sabe assim, imprimir um livro, um cd, um filme, uma exposição e passar pra frente de graça, sem pagar nada de direito autoral.
Claro, e isso não deixa o ministro espantado, que soltar dinheiro para pagar outros trabalhos e materias para edição, etc, vai ter que pagar o suporte, os funcionários que vão escolher isso, as editoras que vão imprimir, os que vão editar, prensar, isso sim pode pagar, afinal o capitalismo não dorme, estamos no capitalismo, não é, mas o artista não. o artista põe em outro planeta, um planeta que dispensa grana pra comer, ir ao médico, compar livro, tinta, sala de ensaio, e põe coisa que custa (com irionia também!).
Raciocínio de jirico para jirico.

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