quinta-feira, 11 de junho de 2009

XI FESTIVAL DE TEATRO DE ILHA COMPRIDA

Estudo e me preparo para a palestra na ilha comprida.
esta semana estive numa assembléia que iria discutir a lei rouanet.
reflexão: do jeito que as coisas andam, o cara que inventasse a roda não tiraria a idéia do papel antes que tivesse o patrocínio, ou seja, qualquer peça que se tem que fazer, que se é obrigado a fazer, sabe-se lá por qual inspiração, aparentemente necessita ser aprovada numa lei qualquer, passar por um captador, obter seu patrocínio, só ai é que pode-se cogitar em fazê-la.
é o desejo, o tesão, submetido.
assim, aqueles que estavam discutindo a lei lá na associação dos advogados de são paulo na segunda feita, nem precisam falar de arte, cultura, seja lá o que for: o assunto deles é mais importante que tudo, e qual é o assunto deles: grana. Pra mais ou pra menos, pra uns ou pra outros, mas o assunto é grana, e a arte, a cultura, a criação que se arranjam.
eu estava lá presente pensando em fazer alguma coisa, falar um poema, sei lá, mas tive receio de ser exotado de lá como um lixo, um cisco naquela limpeza que não queria dizer nada.
ninguém ali falava coisa com coisa.

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