o ministro da cultura fala bem.
gostei mesmo do jeito dele falar, retórica baiana, entusiasmada, assertiva, mas nem tudo eu concordo.
a retórica é boa: tirar dos ricos pra dar aos pobres.
Enttão ele coloca as coisas assim: São Paulo e Rio conseguem juntos mais de 80% da renúncia fiscal da rouanet, o nordeste fica com uns 8%, portanto diminua-se os oitenta, favoreça-se o nordeste. Tem cara de justo, parece.
Mas, ministro, veja bem: nem 8 nem 80 ! O que falta mesmo é mais grana pra todo mundo. Essa porcentagem não mede a quantidade e a quantidade da grana da cultura é pequena pro rio, pra são paulo e pro brasil, dai que oitenta por cento de pouco é pouco e oito por cento é mais pouco ainda. Reduzir a porcentargem só porque são paulo e rio recebem teoricamente mais? Mas SP e Rio também são brasil e também é carente, também tem muita gente, e dessa gente aquela que recebe recursos da lei é muito pouco, a mínima a parte de toda a população, idem quem tem acesso às decisões, idem quem se beneficia, etc e tal.
Mas claro que o buraco é mais embaixo.
mais grana, obvio, mas o raciocínio robin hood parece dar mais efeito, embora equivocado.
Dá vontade mesmo de falar de arte, de teatro, ver teatro na sua linguagem falando pra essas coisas todas o que essas coisas tem de ouvir.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
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